
Parecia que estava tudo pronto, pus todos os alforjes em cima da Dália e fui mais uma vez mudar de casa em Portland. Naquele dia, era só descida e como sempre soltei os freios… eis que o guidão da bici começou a oscilar sinistramente…
Tentei resolver o problema com um cabo de aço, “transformando” o quadro da Dália de “feminino” pra “masculino”, até melhorou mas não 100%. Ao contrário das recomendações de alguns amigos viajantes, decidi: vou comprar uma carreta.
Dois amigos tinham carretas bem diferentes: de uma e duas rodas. Peguei as ditas emprestadas, pus toda a minha bagagem em cima (uma de cada vez, é claro) e subi o Mount Tabor, o morro mais alto daqui. A de uma roda (estilo Bob trailer) levou vantagem na subida, ela vi junto com a bici. Já na hora de parar, um desastre, faz a bici cair o tempo todo. Já a duas, tem um monte de espaço, fácil de carregar e tirar, desce super bem.. optei pela Burley Nomad, bem compacta, estreita (bom prara estradas movimentadas..) e vários compartimentos pra organizar minhas coisas.
Terminei meu trabalho na Clever Cycles, foram três semanas muito boas, conheci pessoas bem legais e dei um reforço no caixa. Ontem revisei a bici e a carreta, modifiquei a disposição da bagagem e me livrei de uma parte dela.
Daqui a pouco, pego um ônibus de Portland para Tillamook, no litoral. É um ônibus urbano que leva bicis, e me adiantará dois dias de viagem pro locias não muito interessantes. Começou!

in English
