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Curtição do cicloturismo + desafio de competição = Audax

quarta-feira, 24 de março de 2010

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os 200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma eu treino insano de 400 km de ida e volta até Blumenau, sozinho. Este ano pretende passar dos 300, 400 e chegar aos 600 km. Apesar de admirar os feitos, até então eu não me instigava a desafiar meus limites nesta modalidade, não entendia por que testar o corpo pedalando 200 km – e ainda duvidada que fosse capaz disso.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

O Audax, desafio surgido na França, tem uma regra simples. O percurso deve ser completado a uma média de velocidade mínma de 15 km/h. Não há primeiro ou último colocados, apenas um tempo máximo para completar, que no de 200 km é de 13 h 30 m. Para ciclistas profissionais e os que treinam com frequencia, é um passeio. Para cicloturistas, manter essa média de velocidade é fácil até os primeiros 50 km, depois vira um desafio daqueles!

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Fui acompanhar o Pereira na reunião pré-Audax, na noite anterior ao evento, onde foram distribuídos os números, camisetas, planilhas. O clima era de festa, uma família de centenas de ciclistas. Gostei da descontração. Entre as palavras da noite, me tocou a história do Fabiano, que ano anterior participou de tala no pé, logo após 2 meses de gesso, e completou o Audax. Nessa momento, ouvi o clique. E não era de um pedal SPD… era eu mesmo, curioso pela brincadeira.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Conversei com o Della, incansável organizador da prova, que vendo minha empolgação abriu uma exceção pro atrasadinho: eis que o desafiante número 241 largaria dali a poucas horas. Ainda tivemos um jantar de massas e sorteio de brindes antes de disparar para casa, preparar o equipamento e ter algumas preciosas horas de sono.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Seis da manhã , lá estávamos eu, Pereira, Marcelo e Fernando de Maringá entre outros duzentos e poucos cilistas, na checagem de segurança: placa de número, farol dianteiro, pisca traseiro, colete refletivo, capacete, tudo nos conformes.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Enquanto o sol mostrava seus primeiros raios, aquecíamos as pernas cruzando a ponte para o continente por cima. Foi uma experiência incrível, assim como pedalar pelas ruas tranquilas da Floripa-continente e São José nas primeiras horas de domingo.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

De volta à ilha, dessa vez pela passarela, a massa se dispersou em pequenos grupos de ritmo semelhante. Foi marcante passar pela Base Aérea, caminho mais curto e seguro entre o centro e sul da Ilha, infelizmente só permitido aos moradores do “condomínio fechado de luxo” da Aeronáutica durante os dias normais. Espero que esse privilégio acabe e em breve a população tenha direito aos caminhos de sua própria cidade.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Após repor as energias no primeiro PC, percorremos o querido sul da ilha, até a Praia dos Açores. O sol que nos acompanhou desde o primeiro minuto à chegada começou a ficar forte e optei por pedalar mais rápido antes do calor intenso do meio-dia, alternando a ponteira com mais dois colegas, Fernandes e Danilo.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Ao chegar na Lagoa da Conceição não resisti ao lindo visual e me desgarrei para uma foto, a cada parada ou trecho de retorno dezenas de ciclistas passavam, fazendo festa.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

No segundo PC (alto do morro da Barra da Lagoa) reencontrei o Pereira, como sempre brincando e de alto astral, e dali pedalamos juntos até o final. O trecho que se seguiu (do Km 100 ao 150) foi para mim o mais duro da prova, já sentia as panturrilhas e a cada km o bumbum cada vez mais quadrado…. Felizmente o trecho foi praticamente plano, com exceção do morro dos Ingleses.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Parei, tirei o tênis e o capacete, sentei na grama apoiado num coqueiro e descansei. O PC 3, em Ponta das Canas, parecia ter demorado o dobro do tempo para chegar – estava realmente cansado. Fui salvo pelo lanche, que tinha tudo à vontade – pães com geleia, maçã, banana, laranja e melancia, água e coca-cola. Eu que nunca tomo o “suco de dinossauro” , no dia me esbaldei e devo ter virado uns 2 litros ao longo dos PC’s. Só dispensei a club social recheada (com cheirinho de chulé ;)

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

O tal líquido que mais parece petróleo mostrou que funciona, meu ânimo aumentou nos 50 km finais e até voltei a fotografar. Num momento estávamos perto de Jurerê, era só pegar o Canto do Lamin, mas eis que a seta indicava outro caminho, uma volta gigante pela Vargem Pequena… e lá fomos nós pedalar mais e mais, e curtindo.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Em trechos como o da SC-403 de Jurerê (além dos Açores, Santinho e Ponta das Canas), era muito legal encontrar na ida os ciclistas que já estavam voltando, e na volta os que ainda estavam indo. Trocas de incentivo eram a tônica e ajudaram a passar rápido o trecho que restava.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Em Santo Antônio, paramos com o Erich para um salgado e água de côco, antes de curtir o fim de tarde típico de Cacupé: maravilhoso e cheio de subidas. Um encontro rápido com nosso amigo Adilson e logo estávamos comemorando a última subida no Saco Grande e a chegada ao final, já na boca da noite, após 12h de pedal.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Ali, um tanto cansados e muito felizes, tivemos mais um lanche, recebemos a medalha de participação e até uma massagem pra soltar a musculatura. Enquanto iso, saudamos a chegada d@s últimas participantes, com a grande amiga Hila, que obviamente curtiu pra caramba.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Estão de parabéns tod@s da equipe de apoio móvel e dos PC’s, polícias militar e especialmente a organização, por nos proporcionar apoio inpecável e um circuito perfeito. Se para quem mora na ilha estava ótimo, fico só imaginando para os que vêm de fora.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Uma sugestão para a organização é que ofereçam junto ao Audax 200 uma modalidade mais curta de 100 km, sem validade como Brevet, para incentivar pessoas que pedalam menos a entrar nesse mundo. Tomara que tenhamos mais e mais participantes nos anos seguintes, conhecendo a ilha e a si mesmos de uma forma tão especial.

Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo.

Valeu, Audaxios@s! :Dudu (equipe CdS)


Veja todas as fotos:

Alemães dando uma força pras bicicletas em Santa Catarina

domingo, 17 de agosto de 2008

No início deste ano, convidada pelo Eldon Jung da ABC, veio a Santa Catarina a jornalista Judith Weibrecht da revista alemã Radwelt, maior veículo alemão especializado em ciclismo, para escrever uma série de reportagens sobre a bicicleta em Santa Catarina, abordando cicloviagens e cicloativismo.

Neste artigo, que fala sobre as estruturas para o deslocamento com bici em cidades catarinenses como Blumenau, Florianópolis, Timbó e Camboriú, Judith entrevistou a mim e Luiz Pereira, clega dos Caminhos do Sertão, que falamos sobre a necessidade de estrutura para ciclistas nas ruas e estradas de Florianópolis

A vinda de Judith gerou diversos encontros políticos em Santa Catarina, entre eles um importante, secretaria de organização do Lazer, sobre o cicloturismo em nosso estado, onde também estivemos, representando o CdS e a ViaCiclo junto com o Milton Della Giustina.

Esperamos que reuniões como essa não seja só pra alemão ver… e que essa publicação se some aos nossos esforços para impulsionar a melhoria de estruturas pra andarmos de bicicleta na cidade e em viagens.  Para ler a matéria inteira (em alemão… ;), clique em cada uma das três imagens abaixo:

Bicicletada de Abril em Floripa

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Noite agradável de Abril, tempo quente para a época. A bicicletada de Floripa retorna à ativa…

Encontro na Concha Acústica da Ufsc, umas 10 pessoas, fotógrafo do Jornal Notícias do Dia fez alguns cliques. Às 19:30, depois de discutimos entre seguir para o centro panfletando ou para a Lagoa pintando as ciclofaixas, optamos pelo segundo roteiro.

Partimos pelo bairro Córrego Grande com a intenção de pintar na subida do Morro da Lagoa, porém não resistimos e começamos ali mesmo… empolgados, pintamos umas 15 bicicletinhas ao longo da Av. João Pio Duarte, via estratégica, pois muitos estudantes da Ufsc moram por ali, além disso há 3 escolas no caminho e pintamos bicicletas também na frente delas, quem sabe assim as crianças começam a pedalar para a aula!

Ao chegar no Morro da Lagoa, mantivemos o plano inicial e marcamos os locais mais arriscados com as bicicletinhas, até acabar a tinta toda.


Foto Jonathaj

Pintamos 26 vezes, na Av. João Pio Duarte e Rodovia SC 404 (Morro da Lagoa). Gastamos 5 latas de spray Montana Premium 600ml (R$18 cada), 2 latas de Spray Proline (R$ 10 cada), uma máscara inteira de EVA (R$10), terá que ser feita outra. No fim das contas o spray Proline é melhor, rende mais e é mais compacto.

Para pintar, duas pessoas bastavam, para abrir a máscara e manipular os dois sprays. Depois de tanto abre-fecha a máscara começou a rasgar, solução é deixá-la aberta, conseguir um EVA mais grosso ou fazer novas máscaras periodicamente. Além dessas duas, bem importante ter alguém sinalizando para os automóveis, alguém para distribuir os panfletos aos motoristas.

Conclusão: é barato pintar essas bicicletas, e muito eficaz: serve tanto para alertar aos motoristas sobre a presença de ciclistas na área, como em alguns locais mostrar aos ciclistas menos experientes qual o caminho mais tranqüilo para circular.

Muitas pessoas nos felicitaram ao passar e ver o que estávamos fazendo! Poucas pessoas mas muita atitude: Fabiano, Marcelo, Juliana, Jonatha, Dudu e Sandro, além da galera que partiu mais cedo… valeu!


Foto Jonathaj

Fotos do Dudu no Picasa
Fotos do Jonatha no Flickr
Fotos do Fabiano no Picasa

As ciclofaixas de Floripa vêm aí – nós ciclistas queremos!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Histórico

Florianópolis possui algumas ciclovias, felizmente cada dia mais estruturas estão sendo implantadas para ciclistas. Porém ainda é muito pouco para oferecer mais segurança a quem já pedala e principalmente par incentivar aqueles que ainda não usam a bicicleta para se deslocarem no dia-a-dia.
Um dos principais entraves para isso é a falta de conexão entre as ciclovias existentes. As duas maiores ciclovias da Ilha (Beira-Mar Norte, da década de 70 e Beira-Mar Sul, década de 2000) são vias de grande extensão, porém além de estarem divididas dos bairros por avenidas expressas, não possuem conexão entre si, apesar de suas pontas estarem a 3,5 km uma da outra.

Este trecho é dividido em 1,5 km de calçada bem larga, que pode ter o trânsito compatilhado entre ciclistas e pedestres, sendo os 2 km restantes pela R Silva Jardim/Jerônimo José Dias, que é o caminho antigo para o sul da Ilha, suplantado pelo túnel Antonieta de Barros, que tem o tráfego proibido para ciclistas e pedestres. Assim, esta via é o caminho ideal para ciclistas, pois além de ligar naturalmente as duas ciclovias, passa por local bem agradável, com uma vista maravilhosa da baía sul.

Apesar de possuir pouco movimento de veículos, ainda circulam muitos ônibus por este caminho – freqüentemente em alta velocidade. Como ela possui muitas curvas, é necessário sinalização e consolidação do espaço para ciclistas, para trazer mais segurança aos usuários.

Como a via não é larga suficiente para a implantação de ciclovia, e a quantidade de veículos que ali circulam não justifica esse tipo de estrutura, a proposta é que a prefeitura execute ciclo-faixas nos dois sentidos da via, com separação por tachões, pintura diferenciada, nivelamento do bordo da pista, etc.

A ação

A sinalização que fizemos, de advertência da presença de ciclistas, principalmente nas entradas de curvas, é um paliativo para trazer um pouco mais de segurança a ciclistas, enquanto a prefeitura não executa a ciclo-faixa no local, intervenção de baixo custo e alta eficácia.

Fizemos uma máscara tomando como base o desenho oficial da prefeitura para sinalização de ciclovias e ciclo-faixas. O material usado foi o EVA (comprado no Busch por R$ 10), por sua facilidade de manuseio e utilização. Fizemos a máscara mais vazada para que rasgasse menos.

Na pintura foram utilizados o Spray Montana, de 600 ml (R$18 na Grapixo de SP) que rendeu 6,5 pinturas, e o spray Proline de 400 ml (R$ 10 na mesma loja) que rendeu 4,5 pinturas. Achamos o Proline mais viável, apesar de que se houvesse menos vento o Montana duraria mais – no início, onde usamos este, havia um vento sul bem forte que fazia a tinta voar……

O custo de material para 11 pinturas, que contemplaram os pontos mais importantes da via, foi de R$ 38…!

Imagens

Veja o álbum de fotos com a confecção da máscara usada na pintura e o dia da ação:

As ciclofaixas de Floripa vêm aí!

Não é novidade para a prefeitura que a região merece uma ciclo-faixa. Há mais de um ano estamos insistindo para a implantação de ciclo-faixa no local. Veja o vídeo de uma bicicleta circulando por lá:


Em julho de 2007, o Ipuf e Secretaria Municipal de Obras, sob nossa orientação, colocou rampas de acesso à parte de calçada do trecho, facilitando o acesso. Agora falta consertar o piso, em alguns trechos alargá-la (já há espaço disponível) e implantar a sinalização, para evitar o conflito entre pedestres e ciclistas. Veja o vídeo de bicicleta circulando neste outro trecho:


Bicicletada de Junho/2007 em Florianópolis

terça-feira, 3 de julho de 2007

Após a rearticulação da bicicletada de Florianópolis, no início do mês de junho, @s ciclistas voltaram a se reunir para marcar presença na audiência pública ocorrida no dia 27. Na ocasião, o movimento da bicicletada e a Associação de Ciclistas local (ViaCiclo) apresentaram um diagnóstico das condições de mobilidade nas ruas e rodovias da Ilha.

As pessoas e bicicletas (+- 50 de cada.. :) se reuniram na concha acústica da UFSC, para seguir no pedal, ocupando as ruas como nos é de direito, até a sede da assembléia legislativa. Lá, na falta de um estacionamento para bicicletas que deveria existir por força de lei (…) entramos com as magrelas no saguão principal como ato simbólico e após isso seguimos ao local improvisado para nossas “zicas”.

A audiência teve uma riquíssima participação da galera, e apesar de sermos céticos quanto à efetiva mudança apenas pelos meios oficiais, cremos que o resultado foi bastante positivo, pois pudemos expor as dificuldades e delícias de usar a bicicleta cotidianamente.

Após a audiência, uma cervejada, muita troca de idéias, parada estratégica pra curtir o visual da baía sul, coisa que só de bici dá pra fazer, e mais trocas de experiências. É isso aí, fortalecemos o movimento e estamos pront@s pra próxima bicicletada da Ilha!

Pequeno video com um trecho da bicicletada: