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	<title>Ciclonomade Brasil &#187; ativismo</title>
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		<title>PedalFsm2010 de passagem pela Ilha</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 00:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Na última quinta, dia 14/01, encontramos em Floripa a trupe que uma semana depois chegaria pedalando ao Forum Social Mundial 2010 em Porto Alegre. Eles nos contataram por sermos amigos, por morarmos em seu caminho e porque já fiz uma viagem de Floripa ao Forum Social em POA, nos idos de 2003. Dos 4 cicloviajantes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/edugreen/4299449290/in/set-72157623271063910/"><img class="alignnone" title="Igualdade Social" src="http://farm5.static.flickr.com/4067/4299449290_07a67e731b.jpg" alt="Igualdade Social" width="500" height="335" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/edugreen/4299449290/in/set-72157623271063910/"></a>Na última quinta, dia 14/01, encontramos em Floripa a trupe que uma semana depois chegaria <a href="http://pedalfsm2010.wordpress.com/">pedalando ao Forum Social Mundial 2010</a> em Porto Alegre. Eles nos contataram por sermos amigos, por morarmos em seu caminho e porque já fiz uma viagem de Floripa ao Forum Social em POA, nos idos de 2003. Dos 4 cicloviajantes, Mathias e Toni iniciaram a viagem em Praia Grande/SP. Depois de passar por BR&#8217;s, pegar muita chuva, atravessar as <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/lagamar/">ilhas do Lagamar</a> a jato e ter vários perrengues com pneus e aros, se juntaram em Joinville ao Giorgio e de lá seguiram pela BR-101 até Floripa, para economizar tempo.</p>
<p>No mesmo dia, Vcitor chegou de ônibus pra continuar a aventura da ilha até POA. Nos encontramos todos na Beira-Mar Norte para subirmos juntos o Morro da Lagoa, rumo à  Casa CdS.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://farm5.static.flickr.com/4063/4299405714_abe3458d09_m.jpg" alt="" width="161" height="240" /></p>
<p>No dia seguinte, muitas trocas de histórias de pedal, manutenção nas bicicletas e lavar as roupas ;) Não poderia faltar uma pedalada turística, e fomos à Barra da Lagoa degustar um peixe com o pé na areia. À noite, passamos algumas dicas do roteiro que teriam pela frente, com algumas fotos pra dar água na boca.</p>
<p>No sábado, saimos eu, Jonatha e os 4 em direção ao <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/floripa/">Sul da Ilha</a>, passando pelas ruas menos movimentadas do Campeche, Morro das Pedras, Lagoa do Peri e Riberião a Ilha. Em uma rua de lajotas no Campeche, o bagageiro do Mathias, que já se mostrou fragilizado na revisão do dia anterior, resolveu ficar por ali mesmo, a sorte foi ter conseguido uma oficina de bicicleta logo ali perto, e em menos de meia hora resolvemos com facilidade um problema que seria um grande pepino em um local mais isolado.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4067/4298703873_547376c9c5.jpg" alt="" /></p>
<p>Para exorcizar de vez a zica nas bicicletas, fomos tomar um banho de lagoa do peri, e após um caldo de cana com pão caseiro de milho e café passado na hora, um segundo banho, desta vez no mar de dentro da ponta do Caiacanga-açu. Dali nos despedimos da trupe, que seguiu para a Caieira da Barra do Sul, onde pegaram o barco para sair da Ilha, evitando pedalar no trânsito da Grande Florianópolis. Neste dia &#8211;  e nos dois seguintes &#8211; eles seguiram pela <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/baleias/">Rota das Baleias</a>, destino no litoral ao sul de Floripa criado pela Caminhos do Sertão.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2739/4298667407_72a52a9c45.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>O Toni terminou a viagem em Araranguá, dois dias antes. Se juntou à trupe já em Porto Alegre,  que mais uma vez mostrou ao mundo que uma nova mobilidade é possível.</p>
<p><a href="http://pedalfsm2010.wordpress.com/"><img title="pedalfsm2010" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/pedalfsm2010.jpg" alt="" width="425" height="187" /></a></p>
<p>Veja algumas imagens da passagem, da <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157623146316247">galeria do CdS</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623146316247%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623146316247%2F&amp;set_id=72157623146316247&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623146316247%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623146316247%2F&amp;set_id=72157623146316247&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>e da minha <a href="http://www.flickr.com/photos/edugreen/sets/72157623271063910/">galeria pessoa</a>l<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157623271063910%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157623271063910%2F&amp;set_id=72157623271063910&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157623271063910%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157623271063910%2F&amp;set_id=72157623271063910&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Como fazer um espelho retrovisor &#8211; ou sobre ciclistas e invenções</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 03:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
				<category><![CDATA[ativismo]]></category>
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Quem nunca adaptou, enjambrou, fez gambiarras, inventou novas soluções para a sua bicicleta? As gambiarras são a pura tradução da filosofia &#8220;ocotenho&#8221; -&#8221;é o que tenho&#8221;, ou seja, usar os materiais à mão &#8211; mais um dos neologismos do grande amigo Luiz Pereira, traduzida na prática através da solução pro parafuso que ele não dispunha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Quem nunca adaptou, enjambrou, fez gambiarras, inventou novas soluções para a sua bicicleta? As gambiarras são a pura tradução da filosofia &#8220;ocotenho&#8221; -&#8221;é o que tenho&#8221;, ou seja, usar os materiais à mão &#8211; mais um dos neologismos do grande amigo Luiz Pereira, traduzida na prática através da solução pro parafuso que ele não dispunha pra prender o farol da bicicleta:</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2622/4188847277_795afe9d2f.jpg" alt="" /></p>
<p>Seja por estar numa roubada sem ferramentas ou peças à mão, estar sem grana pra comprar o equipamento certo, não achar pra vender no Brasil &#8220;aquele&#8221; acessório gringo ou simplesmente por adorar inventar coisas novas, é muito comum no meio ciclístico adotar soluções caseiras pra consertar ou melhorar a bici, é a cultura do faça você mesmo, tão valorizada em alguns países sob o nome DIY (do it yourself) e vista aqui como &#8220;única solução de quem não pode comprar&#8221;. Puro engano, é dessas iniciativas que nascem grandes inventos.</p>
<p>É o caso de André e Ana Vivian do blog Predarilhos, que resolveram o problema de espaço pra guardar as bicicletas em casa. Criaram um  <a href="http://www.pedarilhos.com.br/index.php/blog/?p=93">suporte de teto para a bicicleta</a>. Não satisfeitos, fizeram um <a href="http://www.pedarilhos.com.br/index.php/blog/?p=176">protetor de corrente</a> com pedaços de pneu usado.</p>
<p><a href="http://www.pedarilhos.com.br/index.php/blog/?p=176"><img class="size-thumbnail wp-image-183 alignnone" title="Tesoura e pneu já cortado" src="http://www.pedarilhos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/tuto-prot-quadro-materiais-150x150.jpg" alt="Tesoura e pneu já cortado" width="150" height="150" /></a><a href="http://www.pedarilhos.com.br/index.php/blog/?p=176"><img class="size-thumbnail wp-image-184 alignnone" title="Corte no pneu" src="http://www.pedarilhos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/tuto-prot-quadro-5-150x150.jpg" alt="Corte no pneu" width="150" height="150" /></a><a href="http://www.pedarilhos.com.br/index.php/blog/?p=176"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-202" title="Abraçadeira já passada em um par de furos" src="http://www.pedarilhos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/tuto-prot-quadro9-150x150.jpg" alt="Abraçadeira já passada em um par de furos" width="150" height="150" /></a><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Fotos: Pedarilhos</em></span></p>
<p>A Carry Freedom, fabricante americana de carretas para bicicleta de diversos tamanhos e modelos,  <a href="http://www.simple-city.com/bamboo/Bamboo%20Trailer%20Instructions%20v3%20EMAIL.pdf">disponibiliza um plano para a construção</a> de carreta usando bambu, para ser usado por aqueles que jamais terão ace$$o às suas ótimas carretas.</p>
<p>As soluções artesanais não se restringem a produções de só uma unidade, feitas para o próprio inventor. Quando estive em Portland, vi muitas pessoas usando um alforje construído com latas plásticas usadas. Ele é fabricado pela <a href="http://www.citybikes.coop/buckets.html">loja cooperativa CityBikes</a>, baseado em um <a href="http://wheelrevolution.blogspot.com/2007/05/bike-bucket-diy.html">plano disponível na internet</a> e vendido a um preço bem justo, que ao mesmo tempo é acessível aos ciclistas e traz algum lucro para a loja</p>
<div>
<div id="photoImgDiv2982858253" class="photoImgDiv"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3143/2982858253_ce3a917bdc.jpg" alt="História Visceral by you." width="500" height="335" /></div>
<form id="blog_form" action="http://www.flickr.com/blog.gne" method="post"></form>
</div>
<p>O Márcio Campos, amigo ciclista de Sampa, vai descer até o RS de magrela, e tá preocupado com razão em conseguir ver o que se passa atrás. Aliás, é por esse mesmo motivo que retrovisor é obrigatório nas bicicletas (bem como campainha), porém além das bicis novas virem sem retrovisor, não se acha no mercado um espelho <span style="text-decoration: underline;">decente</span> pra vender. Por isso, ele resolveu pôr a mão na massa (e aceitou compartilhar o processo com o mundo) :</p>
<h3 class="ha">faça seu retrovisor &#8220;the Flash&#8221;&#8230;</h3>
<blockquote><p>H<em>á muito estou querendo fazer um retrovisor de capacete, a primeira vez que vi um foi em 96, com um colega de pedal de estradas, era importado, tenho fotos do cara com a coisa bizarra à época, rs&#8230; Essa coisa nunca pegou, e por aqui então, é novidade até hoje.</em></p>
<p><em>A minha viagem está perto e eu sem tempo pra resolver um monte de coisas. Uma resolvi. Poderia ter arranjado um espelho convexo, ter feito o corte com serra copo para vidro, e tal, e depois emoldurado com borracha, coldo uma haste com durepoxi, etc, etc&#8230;coisa que eu adoro fazer é trabalhar esse ferramental. Mas sem tempo, sempre que vou cuidar da viagem alguém me interronpe por trabalho, tive que garimpar e achei a solução &#8220;the flash&#8221;.</em></p>
<p><em>Espelho bucal de dentista nº 5, encontrado em lojas de material de odonto. Míseros R$ 4,00 ( tem lojas que é sub 3 reais), um espelho de ótimo acabamento e feito em aço inox finíssimo. E comprei ainda o cabo extensor por R$ 2,80. E por esse preço não precisa pensar muito se deve ou não improvisar haste, cortar espelho, lixar isso e aquilo, durepoxi, araldite&#8230;</em></p>
<p><em>O cabinho dele é reto, eu conformei em curva &#8220;s&#8221; para melhor posição :</em></p></blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh6.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1eKy2ghI/AAAAAAAAE1A/WEVtSlTsnvg/DSC01512.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="387" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>Olha o acabamento do espelho, e a haste :.</em></p></blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh4.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1eCes2AI/AAAAAAAAE1E/Z-rDKNS_n4Y/DSC01514.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="410" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>Passei esmalte de unha como trava rosca na hastezinha do espelho :</em></p></blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh5.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1eUXEEbI/AAAAAAAAE1I/EC3rp5GPb7k/DSC01516.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="319" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh6.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1edNJolI/AAAAAAAAE1M/V2OyUVAUClY/DSC01517.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="432" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh3.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1ejE1x0I/AAAAAAAAE1Q/bKfsGySx4NM/DSC01518.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="273" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>Fiz com cuidado um furo na lateral com broca de diâmetro menor que o da haste, meu capa é da idade da pedra (96), não tive dó, se o seu é novinho tem muitas aberturas de ventilação e vc pode fixar o espelho com braçadeiras Hellerman :</em></p></blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh6.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1qluQ6-I/AAAAAAAAE1U/GR4YiYJVlgs/DSC01523.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="335" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh5.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1qj9bRnI/AAAAAAAAE1Y/SkWBHQZOHrw/DSC01525.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="425" height="310" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>Eu não fixei a haste com cola de cara, apenas enfiei no isopor e já deu boa fixação sem movimento. Fiz assim para fazer o ajuste fino de ângulo durante o pedal inicial :</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh6.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1q4nPYoI/AAAAAAAAE1c/w-4a7BVoGlw/DSC01526.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="567" height="425" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></p>
<div><img style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh5.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1q9JCMAI/AAAAAAAAE1g/1AmPok9iQw0/DSC01531.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="567" height="425" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>Após entortar o eixo e encontrar a posição ideal, eu passei cola araldite (cola branca deve servir também) na haste e coloquei definiivo, fazendo o último ajuste pedalando na rua ainda com a cola molhada :</em></p></blockquote>
<div style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: baseline; border: 0; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" title="foto: Márcio Campos" src="http://lh3.ggpht.com/_hkveyG45IAs/SzN1rFyrZSI/AAAAAAAAE1k/IHgupGzPkko/DSC01532.jpg" border="0" alt="foto: Márcio Campos" hspace="0" width="567" height="425" align="baseline" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>Foto: Márcio Campos</em></span></div>
<blockquote><p><em>A experiência hoje no trãnsito foi muito boa, na estrada movimentada evitará ter de ficar virando pra trás o tempo todo. Vai ajudar muito a não me assustar com caminhões se aproximando rápido ou poder desenvolver melhor pedalando no meio da pista em estradas de acostamento ruim e pouco movimento, com um olho no retrovisor sempre.</em></p>
<p><em>É isso, fica a dica.   Abraços, Márcio</em></p></blockquote>
</div>
<div><strong>ATENÇÃO &#8211; antes de fazer um espelho igual, leia a observação nos comentários do Post</strong></div>
<div></div>
<div>Valeu, Márcio! Continue sendo inventivo! Quem tiver outras ideias e quiser divulgar, entre em contato que eu publico aqui.</div>
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		<title>Do canto do baú &#8211; viagem de Floripa ao Forum Social Mundial de 2003</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:10:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Com a volta do Forum Social Mundial a Porto Alegre, um grupo de ciclistas de São Paulo planeja pôr em prática o tão alardeado novo mundo possível e chegar lá com o modo de transporte mais sustentável e integrador já inventado: a bicicleta, claro. Veja mais em http://pedalfsm2010.wordpress.com/
Fui contatado por essa galera muito gente fina pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2500/4168383899_6a8ed84b71.jpg" alt="" /></p>
<p>Com a volta do Forum Social Mundial a Porto Alegre, um grupo de ciclistas de São Paulo planeja pôr em prática o tão alardeado novo mundo possível e chegar lá com o modo de transporte mais sustentável e integrador já inventado: a bicicleta, claro. Veja mais em <a href="http://pedalfsm2010.wordpress.com/" target="_blank">http://pedalfsm2010.wordpress.com/</a></p>
<p>Fui contatado por essa galera muito gente fina pra dar umas dicas, por um simples motivo: em 2003, um grupo de Floripa (no qual me incluo ;) teve uma ideia semelhante. Na época a bicicletada local estava com a maior participação de sua história e era grande a empolgação tanto de pedalar como de ir ao Forum inserir a discussão da bicicleta no meio urbano, até então ausente. Junte-se a isso o fato de que ciclistas de Porto Alegre queriam iniciar a bicicletada por lá, e fez-se o plano: partir num grupo auto-organizado aos moldes da bicicletada,  desde Floripa até Poa, para participar do Forum e fazer a 1a. bicicletada local. O resto é história&#8230;</p>
<p>Abaixo, o único relato que achei da viagem, publicado por mim no CMI (<a href="http://midiaindependente.org/">mídia independente</a>) no calor do Forum, 1 dia antes da Bicicletada de Porto Alegre &#8211; que contou com mais de 150 participantes.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157622960067866%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157622960067866%2F&amp;set_id=72157622960067866&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157622960067866%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fedugreen%2Fsets%2F72157622960067866%2F&amp;set_id=72157622960067866&amp;jump_to="></embed></object></p>
<h2>12 ciclistas viajam de Floripa para o FSM</h2>
<h3>Por eduardo green short 25/01/2003 às 08:47</h3>
<div class="articleabstract">Após 12 dias inesquecíveis de pedalada pela serra gaúcha, chegamos anteontem a Porto Alegre. Em meio à confusão de chegada de todos os grupos para o Forum Social Mundial, fomos entrevistados por dois jornais (Correio do Povo e Zero Hora)e pela RBS. Corre a lenda inclusive que aparecemos no Jornal da Globo de 22/1 e Bom Dia Brasil de 23/1.</div>
<div class="articlebody">A viagem foi tranquilissima, percorremos sem pressa os 700 km que separam Desterro (ex-Florianopolis) de Porto Alegre, no caminho pela Serra Geral. Entre os 12 integrantes do grupo(Dudu, Mel, Erik, Fábio, Mariana, Alê, Ana Paula, Halana, Esteban, Marcos, Daniel, Zucco e mais Caio e Rodrigo, que ficaram no caminho), havia desde cicloviajantes experientes até quem tivesse a bici há apenas dois meses (parabéns, Ana Paula!)</p>
<p>Durante todos os dias, o sol nos brindou com um clima que, apesar de bastante quente, ajudou nossos inúmeros banhos de cachoeira, roupas secas e alto astral.</p>
<p>Nos três primeiros dias, ajustando equipamentos, conhecendo os ritmos e gostos dos colegas, fomos nos aquecendo até Gravatal, nosso primeiro ponto-chave de parada, na casa do Consta, pai do Rodrigo, gentefiníssima, que nos proporcionou o primeiro banho quente da viagem, jantar, luau, café, apoio com muitos produtos naturais de sua loja Shambala e a companhia sua e de sua esposa Ceres. Foi lindo!</p>
<p>O grande barato da viagem foi pegarmos o caminho pela Serra que, apesar de ser aproximadamente 250 km mais longo, nos proporcionou a inesquecível subida noturna da Serra do Rio do Rastro, onde a chegada de cada membro em meio ao nevoeiro intenso foi comemorada como umavitória (são 16 km de subida, para o patamar de 1400 m de altitude).</p>
<p>No alto da serra encaramos o trecho mais difícil, entre Bom Jardim da Serra e Cambará do Sul, cerca de 140 km por estradas de chão com muita pedra, onde precisamos frear em muitas descidas. Foram os três dias mais difíceis, onde alguns integrantes do grupo pegaram caronas para guardar energia para os 250 km finais.</p>
<p>Cambará foi a única cidade em que ficamos por dois dias, num merecido descanso (para alguns!) no santuário N.S.de Caravaggio. Em toda a viagem, acampamos em locais muito agradáveis, seja próximo a cachoeiras ou de forte cultura regional, como o CTG de S.José dos Ausentes, cidade mais fria do Brasil (felizmente no inverno!), onde se iniciavao 25o. rodeio crioulo da região. Ah, se soubessem que quase todos somos vegetarianos&#8230;.</p>
<p>Outro local muito peculiar da Serra foi uma estância semi-abandonada que usamos próxima à cachoeira dos Venâncios, em Cambará. Dormimos emuma autêntica casa de tropeiros, com direito a fogo de chão e história do &#8220;tradicionalista da Serra&#8221;, que some com aqueles que não andam a cavalo e não comem carne. Pra não dormir direito!</p>
<p>Para fechar com chave de ouro a passagem pelo Planalto, nos topamos descrentes com o Parque das Cachoeiras, em São Franscisco de Paula, com suas mais de 15 cachoeiras no meio dos cânions da borda do Planalto. Local para ficar mais de semana, pena que foram só algumas horas&#8230;.</p>
<p>Não conseguimos ver tudo que queríamos, como os cânions de Cambará do Sul (pela serração), a cachoeira dos Venâncios (por causa de um temporal), as águas termais de Gravatal, Gramado e Canela e muitos outros lugares perto do nosso caminho.</p>
<p>Com certeza vivenciamos intensamente esses locais e de seu povo, que nos recebeu com muito carinho. Claro que viramos o comentário das cidades onde passamos! Uma viagem de 12 dias, onde gastamos em média 10 reais por dia cada um, conhecemos de forma barata e próxima a cultura local, bebendo de sua água, dependendo de seus habitantes para as coisas mais básicas (local para dormir, comida, banheiro, água) e por isso mais essenciais.</p>
<p>Dentro do grupo também houve muita troca de experiências, não só dentro do mundo de bicicletas e acampamentos, como de seus conhecimentos individuais (comunicação, biologia, engenharia, nutrição, música, marketing, medicina, etc.). Parece que nesses doze dias, ajudados pelo isolamento, o tempo parou e o mundo era o grupo, nossa casa estava nas costas e o destino esteve em nossas pernas.</p>
<p>No final, ao chegar à confusão do trânsito de POA e de 30.000 acampados no Forum Social Mundial, foi ainda maior o choque depois de tantos dias tranquilos e convívio quase familiar entre o grupo. Porém o momento é<br />
outro, também muito intenso, de encontro com dezenas de movimentos socias, tão diversos como os faladores do esperanto, os anti-energia nuclear ou da resistência negra.</p>
<p>O movimento da bicicletada mostra que o meio de transporte com menor impacto e mais viável para as grandes cidades é com certeza, aliado a outras formas de deslocamento, a bicicleta. A bicicletada de domingo, dia 26/1, às 9:00 no brik da redenção, mostrará que muitos moradores de POA, assim como de São Paulo, Brasília e Desterro, já enxergam a bicicleta como um importante meio de transporte nas cidades médias e grandes do BRasil.</p>
<p>Obrigado a todos que nos ajudaram a concretizar essa linda viagem e torço para que muitas outras, feitas por cada vez mais pessoas, estejam por vir.</p>
</div>
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		<title>Pedalar pro trabalho ??? Claro que sim!</title>
		<link>http://ciclonomade.net/brasil/2009/05/14/pedalar-pro-trabalho-claro-que-sim/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 22:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[alto estilo em Stuttgart &#8211; Alemanha

A idéia é pegar a galera que &#8220;até iria pedalando&#8221; pro trabalho, descobrir o que as impede de subir na bicicleta em um dia normal, ajudá-las a superar a dificuldade e torná-las mais um &#8220;pedalante pro trabalho&#8221; (qual seria a tradução pra bike commuter ??)
O evento chama-se Dia de Pedalar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address style="text-align: center;"><a href="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/dscn0320.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-53 aligncenter" title="pedalar? só se for com estilo" src="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/dscn0320.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a>alto estilo em Stuttgart &#8211; Alemanha<a href="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/dscn0320.jpg"><br />
</a></address>
<p>A idéia é pegar a galera que &#8220;até iria pedalando&#8221; pro trabalho, descobrir o que as impede de subir na bicicleta em um dia normal, ajudá-las a superar a dificuldade e torná-las mais um &#8220;pedalante pro trabalho&#8221; (qual seria a tradução pra <em>bike commuter</em> ??)</p>
<p>O evento chama-se Dia de Pedalar pro Trabalho, ou na língua nativa da idéia <em>Bike to Work Day</em>. Em alguns lugares dos EUA como <a href="http://www.sfbike.org/?btwd">em San Francisco</a> é dia 14 de maio, na maioria dia 15 (como em <a href="http://www.mtexpress.com/vu_breaking_story.php?bid=7202">Idaho</a>, <a href="http://www.ridelink.org/EventsPromo/BiketoWorkDay.aspx">San Diego-ca</a>, <a href="http://bikeportland.org/2009/05/05/bike-to-work-day-free-breakfast/">Portland-or</a>, e mesmo <a href="http://www.bike2work-day.com/">nacionalmente</a>), sendo que em cada local a galera inventa uma maneira de pôr mais gente a pedalar . Por exemplo em <a href="http://www.ridelink.org/EventsPromo/BiketoWorkDay.aspx">San Diego</a>, nesse dia você viaja de graça nos ônibus, que possuem racks para bicicleta. Além disso há pontos de descanso <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;t=h&amp;msid=108465760065515474082.000469305b9b909eaefc0&amp;ll=32.8771,-117.23367&amp;spn=0.833854,1.230469&amp;z=10">espalhados pela cidade</a>, com distribuição de água, lanches e o principal: incentivo!</p>
<address style="text-align: center;"><a href="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/2008-05-07-bike-to-work.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-51 aligncenter" title="pedalar para o trabalho" src="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/2008-05-07-bike-to-work.gif" alt="barreiras (quase) intransponíveis..." width="500" height="170" /></a>pré-conceitos &#8211; yehudamoon.com</address>
<address style="text-align: center;"> </address>
<p>Como estou na Nova Zelândia e não nos EUA, vamos à realidade local. Não vi nem ouvir falar nada de Bike to Work Day por aqui, ao menos em Auckland, onde estou agora. Por coincidência (mentira, nada é por acaso nesse mundo), justo ontem conheci a Bike Central. Por fora parece &#8220;mais uma&#8221; loja de bicicleta, mas já na entrada várias mesas e uma máquina de café me fizeram dar um passo atrás &#8211; será que entrei na porta certa? Umas bicicletas ali atrás confirmam que é ali mesmo.</p>
<address style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3579/3531509911_af0494cf86.jpg" alt="café com pedal" />combinação perfeita</address>
<p>A <a href="http://bikecentral.co.nz/">Bike Central</a> é um espaço para &#8220;trabalhadores de escritório&#8221; que pedalam pro trabalho, e para tanto criou um serviço que quebra as barreiras que essas pessoas enfrentam:</p>
<ul>
<li>sua bicicleta fica estacionada dentro da loja (perfeito pras máquinas de milhares de dólares!)</li>
<li>tem um chuveiro limpo, quente e chique :P &#8211; toalha por conta da casa!</li>
<li>tem um armário só seu pra guardar as roupas de trabalho e bugingangas</li>
<li>uma oficina faz os pequenos reparos na bici enquanto você labuta</li>
<li>local agradável tomar um café antes de encarar o chefe e depois de fechar vários negócios</li>
<li>acesso a internet sem fio (o famoso <em>wireless</em> ;) gratuito para membros</li>
<li>aluguel de bicicletas, venda de acessórios, etc, etc</li>
</ul>
<p>Parece algo muito refinado, mas é acessível &#8211; ser membro custa NZ$25 por semana (uns R$ 125 por mês) e dá direito ao armário, local pra bici, chuveiro e até mesmo roupa de pedal lavada no fim de um dia de chuva. Pra ciclistas guerreiros isso tudo pode parecer frescura, mas estamos falando de pôr a pedalar gente que anda no conforto do carro, não é mesmo??</p>
<address style="text-align: center;"><a href="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/2008-07-21-sweat.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-52 aligncenter" title="de bici pra festa" src="http://ciclonomade.net/brasil/wp-content/uploads/2009/05/2008-07-21-sweat.gif" alt="" width="500" height="170" /></a>suor? que nada! yehudamoon.com</address>
<p>Depois que já estiverem mais acostumados à rotina do pedal e descobrirem que não precisa trocar de roupa pra pedalar e que normalmente não se sua tanto assim, aí passamos ao bicicletário da <a href="http://www.ascobike.org.br/">Ascobike</a> em Mauá (Grande SP), localizado na estação do trem pra São Paulo e que oferece:</p>
<ul>
<li> local seguro pra estacionar a bici (24 horas!) &#8211; com 1700 vagas&#8230;</li>
<li>compressor de ar e oficina &#8211; com empréstimo de bicicletas caso a sua não fique pronta a tempo</li>
<li>cafezinho, água e até graxa pra sapatos!</li>
</ul>
<address style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.ascobike.org.br/fotos/09.jpg" alt="bicicletário - foto: Ascobike.org.br" />foto: Ascobike.org.br</address>
<p><img src="file:///C:/Users/edu/AppData/Local/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<p>Para saber mais sobre a Ascobike, acesse posts no <a href="http://www.apocalipsemotorizado.net/2009/05/12/o-maior-bicicletario-das-americas/">Apocalipse Motorizado</a>, <a href="http://blog.ta.org.br/2009/05/11/estacionamentos-qualidade-de-vida/">Transporte Ativo</a>, o <a href="http://www.streetfilms.org/archives/ascobike/">video da StreetFilms</a> (infelizmente algumas falas em inglês, sem legendas..) ou ainda o <a href="http://www.ascobike.org.br/">site da Ascobike</a>.</p>
<p>Agora vou aproveitar meu último dia na Nova Zelândia e pedalar um pouco! Enquanto isso, veja <a href="http://www.flickr.com/photos/edugreen/sets/72157618071818675/">algumas fotos</a> da Bike Central e Auckland.</p>
<p><em>As tirinhas  são do <a href="http://www.yehudamoon.com/">Yehuda Moon</a> -  dica do <a href="http://blig.ig.com.br/freeride/2009/04/23/quadrinhos-de-um-ciclista-urbano/">Vá de Bike</a>, que também publicou <a href="http://blig.ig.com.br/freeride/2009/05/14/dia-de-ir-de-bicicleta-ao-trabalho/">um artigo</a> sobre o Dia de Pedalar pro Trabalho</em></p>
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		<title>A cozinha das bicicletas</title>
		<link>http://ciclonomade.net/brasil/2009/02/23/a-cozinha-das-bicicletas/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 04:23:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* escrito sem acentos, estou no exterior
Garfo, mesa, oleo e ate panela. Se juntarmos o vocabulario do mundo da bicicleta com a fome que da depois de pedalar, eh bem facil terminarmos o dia na cozinha.

Eh isso que muita gente em San Francisco, entre outras cidades nos Eua (e ate Sao Paulo!), fazem tres vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>* escrito sem acentos, estou no exterior</p>
<p>Garfo, mesa, oleo e ate panela. Se juntarmos o vocabulario do mundo da bicicleta com a fome que da depois de pedalar, eh bem facil terminarmos o dia na cozinha.</p>
<div id="photoImgDiv3132341583" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3283/3132341583_33e2d0f318.jpg?v=0" alt="Bike Kitchen by you." width="500" height="335" /></div>
<p>Eh isso que muita gente em San Francisco, entre outras cidades nos Eua (e ate <a href="http://www.mireveja.cjb.net//coop">Sao Paulo</a>!), fazem tres vezes por semana. E nao eh para fazer um lanche, e sim para trocar receitas. Moqueca, pizza, bolo? Nao, as receitas que se trocam na <a href="http://www.bikekitchen.org/">Bike Kitchen</a> sao para consertar o pneu furado, regular o freio pra nao voar ladeira abaixo, tirar aquele barulhinho irritante da corrente, aprender a altura certa do selim.</p>
<div id="photoImgDiv3132340831" class="photoImgDiv" style="width: 502px;">
<div id="photoImgDiv3133165442" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3126/3133165442_79c2e5b84c.jpg?v=0" alt="Bike Kitchen by you." width="500" height="335" /></div>
</div>
<h3>Prato pronto ou vara de pescar?</h3>
<p>No melhor estilo &#8220;nao entregue o peixe, ensine a pescar&#8221;, na BK ninguem faz nada por voce. Tocada por voluntarios que amam bicicletas e que acreditam que pra aumentar o numero de ciclistas nas ruas eh preciso espalhar o conhecimento sobre magrelas, ali voce entra pra sujar a mao de graxa e aprender, sai sem ficar na roubada quando sua bici tem um problema.</p>
<div id="photoImgDiv3132340831" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<div id="photoImgDiv3132341259" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3112/3132341259_90ddaa9d1b.jpg?v=0" alt="Bike Kitchen by you." width="500" height="335" /></div>
<p>Pode ser coisa pequena, como freio desregulado, pneu furado, barulhos &#8211; neste caso, voce paga 5 dolares e pode usar a oficina por um periodo.</p>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<p>Eh possivel tambem usar a oficina quantas vezes quiser como local de manutencao, pagando uma anuidade.</p>
<h3>Minha nova bicicleta velha</h3>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<p>Mas a oficina, completissima, vai bem alem. Se voce nao tem bicicleta ou quer ter uma segunda, por 40 dolares recebe-se o &#8221; direito de cavar&#8221;, que permite montar uma bicicleta inteira, a partir do zero.</p>
<p>Alimentada por doacoes das lojas de bicicleta, que mandam para a BK as pecas que seus clientes trocam &#8211; a maioria em bom estado &#8211; a oficina tem uma infinidade de opcoes em pecas, que voce pode ir juntando ao seu &#8220;frankenstein&#8221; sem pressa, desde que voce trabalhe nela pelo menos uma hora a cada duas semanas. Justo nao?</p>
<div id="photoImgDiv3132339981" class="photoImgDiv" style="width: 502px;">
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<p><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3078/3132340831_63d21b2b4c.jpg?v=0" alt="Bike Kitchen by you." width="500" height="335" /></p>
</div>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<h3>Bicis verdes</h3>
<p>A sustentabilidade aflora em cada canto da BK: os liquidos usados para limpar graxa nao tem quimica, sao feitos a partir da casca de laranja. As pecas usadas para consertar e montar bicicletas, que sao as sobras das grandes lojas da cidade, seriam descartadas na sociedade super-consumista dos Eua. Alem de cabos de freio e camaras de pneu, nada eh vendido na oficina, ou voce conserta o que ja tem ou poe uma peca usada.</p>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<p><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3212/3132339981_45856da125.jpg?v=0" alt="Bike Kitchen by you." width="500" height="335" /></p>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"></div>
<p>Neste momento, 22 de janeiro, 11 da manha (horario de SF), a Bike Kitchen esta mudando de lugar, pois o atual espaco ja nao comporta tantos ciclistas querendo meter a mao na massa. Para levar todas as ferramentas e pecas para o novo local, seria necessario um grande, poluente e custoso caminhao. Mas alem das implicacoes obvias, essa solucao nao combina com a filosofia DIY (faca-voce-mesmo) do grupo, assim os organizadores chamaram todas as carretas, alforjes e mochilas para fazerem juntas a mudanca para o novo e mais amplo local.</p>
<p>A ideia nao eh nova, a Shift2Bikes de Portland jah organizou <a href="http://shift2bikes.org/wiki/bikefun:move_x_bike">a mudanca de casa</a> de varias pessoas usando a bici, mas que eu saiba eh a primeira vez que vao levar uma oficina interia desse jeito! Quando a Dalia (minha querida magrela) ganhou um quadro novo, a BK foia sala de operacao, e levei as pecas para la no melhor estilo move-by-bike (com a carreta que em breve estara circulando pro Floripa!):</p>
<div id="photoImgDiv3133168260" class="photoImgDiv" style="width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3199/3133168260_d732abeb46.jpg?v=0" alt="De alma renovada by edugreen." width="500" height="335" /></div>
<p>Vida longa a Bike Kitchen, tomara que tenhamos logo muitos espacos como esse no Brasil!</p>
<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://www.bikekitchen.org/images/logo.gif" alt="" width="200" height="182" />Iniciativas semelhantes</p>
<ul>
<li><a href="http://www.mireveja.cjb.net//coop">Coopbike em Sao Paulo</a> (nao sei se esta na ativa)<a href="http://www.mireveja.cjb.net//coop"><br />
</a></li>
<li><a href="http://www.santacruzhub.org/">Bike Church</a> em Santa Cruz/CA (com outras atividades adjacentes)</li>
<li><a href="http://www.communitycyclingcenter.org/">Cummunity Cycling Center</a>, Portland/Eua</li>
</ul>
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		<title>Bicicletas e Planeta Sustentável</title>
		<link>http://ciclonomade.net/brasil/2008/09/16/bicicletas-e-planeta-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 22:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[incentivo ao uso]]></category>
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		<description><![CDATA[De nossas andanças e pedalanças por Portland, eu e Tati vimos muita coisa interessante e divertida no mundo das bicicletas. O que os europeus têm evoluído em estrutura e facilidade para as bicis, os amercianos vão na criatividade e bom humor.
Fizemos uma apanhado do que vimos durante o festival PedalPalooza e outros eventos em Portland [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De nossas andanças e pedalanças por Portland, eu e Tati vimos muita coisa interessante e divertida no mundo das bicicletas. O que os europeus têm evoluído em estrutura e facilidade para as bicis, os amercianos vão na criatividade e bom humor.</p>
<p>Fizemos uma apanhado do que vimos durante o festival PedalPalooza e outros eventos em Portland em <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_293860.shtml">um artigo</a> publicado no site do Planeta Sustentável, da Abril. O texto é da Tati, com alguma ajuda minha, e as fotos minhas, com ajuda dela na edição ;) (veja a <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/album/albumFotos_293858.shtml">galeria de fotos</a>)</p>
<p>Uma palhinha:</p>
<p><em>Num mesmo dia, você pode construir uma bicicleta de dois andares, assistir a um espetáculo de dança com bicicleta, <a href="http://www.shift2bikes.org/wiki/bikefun:breakfast_on_the_bridges"><strong>tomar café da manhã oferecido a ciclistas</strong></a>, aprender a consertar sua magrela, experimentar bikes exóticas, torcer por um gladiador tentando se equilibrar num monociclo. E claro! engrossar o caldo entrando no clima de alegria e diversão. Depois de participar do festival, é bem provável que você vá pra balada de bicicleta.</em></p>
<p><em><img class="borda1" src="http://planetasustentavel.abril.com.br/imagem/cultura-bike-g10.jpg" alt="Cultura de bicicleta" /></em></p>
<div class="botoes"><!--botoes--></div>
<p><em>Estilo e ousadia &#8211; vale tudo para expressar a paixão e a liberdade sobre duas rodas </em></p>
<div class="comentario"></div>
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		<title>Tod@s no Pedal</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 12:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Arte: Andy Singer
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.andysinger.com/images/samples/bikeshare_col.gif" alt="" width="424" height="558" /></p>
<p><img src="http://www.andysinger.com/images/samples/zeroemissionvehicle.gif" alt="" width="306" height="386" /></p>
<p>Arte: <a href="http://www.andysinger.com/">Andy Singer</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>As ciclofaixas de Floripa vêm aí &#8211; nós ciclistas queremos!</title>
		<link>http://ciclonomade.net/brasil/2008/04/22/as-ciclofaixas-de-floripa-vem-ai-nos-ciclistas-queremos/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 19:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
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		<description><![CDATA[Histórico
Florianópolis possui algumas ciclovias, felizmente cada dia mais estruturas estão sendo implantadas para ciclistas. Porém ainda é muito pouco para oferecer mais segurança a quem já pedala e principalmente par incentivar aqueles que ainda não usam a bicicleta para se deslocarem no dia-a-dia.
Um dos principais entraves para isso é a falta de conexão entre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 130%;">Histórico</p>
<p></span>Florianópolis possui algumas ciclovias, felizmente cada dia mais estruturas estão sendo implantadas para ciclistas. Porém ainda é muito pouco para oferecer mais segurança a quem já pedala e principalmente par incentivar aqueles que ainda não usam a bicicleta para se deslocarem no dia-a-dia.<br />
Um dos principais entraves para isso é a falta de conexão entre as ciclovias existentes. As duas maiores ciclovias da Ilha (Beira-Mar Norte, da década de 70 e Beira-Mar Sul, década de 2000) são vias de grande extensão, porém além de estarem divididas dos bairros por avenidas expressas, não possuem conexão entre si, apesar de suas pontas estarem a 3,5 km uma da outra.</p>
<p>Este trecho é dividido em 1,5 km de calçada bem larga, que pode ter o trânsito compatilhado entre ciclistas e pedestres, sendo os 2 km restantes pela R Silva Jardim/Jerônimo José Dias, que é o caminho antigo para o sul da Ilha, suplantado pelo túnel Antonieta de Barros, que tem o tráfego proibido para ciclistas e pedestres. Assim, esta via é o caminho ideal para ciclistas, pois além de ligar naturalmente as duas ciclovias, passa por local bem agradável, com uma vista maravilhosa da baía sul.</p>
<p>Apesar de possuir pouco movimento de veículos, ainda circulam muitos ônibus por este caminho &#8211; freqüentemente em alta velocidade. Como ela possui muitas curvas, é necessário sinalização e consolidação do espaço para ciclistas, para trazer mais segurança aos usuários.</p>
<p>Como a via não é larga suficiente para a implantação de ciclovia, e a quantidade de veículos que ali circulam não justifica esse tipo de estrutura, a proposta é que a prefeitura execute ciclo-faixas nos dois sentidos da via, com separação por tachões, pintura diferenciada, nivelamento do bordo da pista, etc.</p>
<p><span style="font-size: 130%;">A ação</p>
<p></span>A sinalização que fizemos, de advertência da presença de ciclistas, principalmente nas entradas de curvas, é um paliativo para trazer um pouco mais de segurança a ciclistas, enquanto a prefeitura não executa a ciclo-faixa no local, intervenção de baixo custo e alta eficácia.</p>
<p>Fizemos uma máscara tomando como base o desenho oficial da prefeitura para sinalização de ciclovias e ciclo-faixas. O material usado foi o EVA (comprado no Busch por R$ 10), por sua facilidade de manuseio e utilização. Fizemos a máscara mais vazada para que rasgasse menos.</p>
<p>Na pintura foram utilizados o Spray Montana, de 600 ml (R$18 na Grapixo de SP) que rendeu 6,5 pinturas, e o spray Proline de 400 ml (R$ 10 na mesma loja) que rendeu 4,5 pinturas. Achamos o Proline mais viável, apesar de que se houvesse menos vento o Montana duraria mais &#8211; no início, onde usamos este, havia um vento sul bem forte que fazia a tinta voar&#8230;&#8230;</p>
<p>O custo de material para 11 pinturas, que contemplaram os pontos mais importantes da via, foi de R$ 38&#8230;!</p>
<p><span style="font-size: 130%;">Imagens</p>
<p></span>Veja o álbum de fotos com a confecção da máscara usada na pintura e o dia da ação:</p>
<table style="width: 194px;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td style="background: transparent url(http://picasaweb.google.com/f/img/transparent_album_background.gif) no-repeat scroll left center; height: 194px; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" align="center"><a href="http://picasaweb.google.com.br/edugreen/AsCiclofaixasDeFloripaVMA"><img style="margin: 1px 0pt 0pt 4px;" src="http://lh5.ggpht.com/edugreen/SA9edG2CNXE/AAAAAAAADJI/03LE8PlUtR8/s160-c/AsCiclofaixasDeFloripaVMA.jpg" alt="" width="160" height="160" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; font-weight: bold; text-decoration: none;" href="http://picasaweb.google.com.br/edugreen/AsCiclofaixasDeFloripaVMA">As ciclofaixas de Floripa vêm aí!</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Não é novidade para a prefeitura que a região merece uma ciclo-faixa. Há mais de um ano estamos insistindo para a implantação de ciclo-faixa no local. Veja o vídeo de uma bicicleta circulando por lá:<br />
<object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ow8BTmrHN-I&#038;hl=pt-br" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/ow8BTmrHN-I&#038;hl=pt-br" wmode="transparent"></embed></object></p>
<div><a class="fvd_ytl" name="ow8BTmrHN-I&#038;hl=pt-br" href="javascript:void(0);"><br />
</a></div>
<p>Em julho de 2007, o <a href="http://www.ipuf.sc.gov.br/">Ipuf</a> e Secretaria Municipal de Obras, sob nossa orientação, colocou rampas de acesso à parte de calçada do trecho, facilitando o acesso. Agora falta consertar o piso, em alguns trechos alargá-la (já há espaço disponível) e implantar a sinalização, para evitar o conflito entre pedestres e ciclistas. Veja o vídeo de bicicleta circulando neste outro trecho:<br />
<object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W9Ep5tgJDG4&#038;hl=pt-br" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/W9Ep5tgJDG4&#038;hl=pt-br" wmode="transparent"></embed></object></p>
<div><a class="fvd_ytl" name="W9Ep5tgJDG4&#038;hl=pt-br" href="javascript:void(0);"><br />
</a></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Manifesto Ciclista</title>
		<link>http://ciclonomade.net/brasil/2007/04/15/manifesto-ciclista/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 20:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ciclonomade</dc:creator>
				<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
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		<category><![CDATA[ciclista]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fabio Veronesi
Baixe o Manifesto Ciclista na íntegra
Vários  ciclistas são feridos e mortos todos os dias no trânsito de nossas  cidades. A necessidade de combater esse fato é clara para quem respeita  qualquer vida.
Mas não é de qualquer vida que falamos.
Percebam  que todos tem necessidade de transportar-se cotidianamente. As  atividades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Fabio Veronesi</p>
<p><a href="http://www.ta.org.br/site/news/arquivos/manifesto%20ciclista.pdf">Baixe o Manifesto Ciclista na íntegra</a></p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Vários  ciclistas são feridos e mortos todos os dias no trânsito de nossas  cidades. A necessidade de combater esse fato é clara para quem respeita  qualquer vida.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Mas não é de qualquer vida que falamos.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Percebam  que todos tem necessidade de transportar-se cotidianamente. As  atividades da vida – estudar, trabalhar, comprar, passear, etc. –  exigem transporte. Transporte é uma necessidade básica da vida moderna  tão importante quanto água encanada e eletricidade. Então, de uma forma  ou de outra, todos vão ter que se transportar.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Em  cima de uma bicicleta trafega uma pessoa que optou por utilizar energia  própria para se transportar. Alguém que, pelo menos naquele momento,  não está contribuindo com a grande obra da raça humana de transformar  cotidianamente bilhões de litros de petróleo em toneladas de monóxido  de carbono emitidas na atmosfera.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Essa  pessoa está diminuindo os gastos com saúde pública porque combate a  “falta de exercícios físicos regulares”, apontada como a principal  causa dos males modernos, como infarto, derrame, diabetes, câncer,  estresse, depressão, etc, etc., etc. O ciclista é alguém que coloca em  prática a tão falada utilização da biomassa como fonte de energia,  diminuindo estatísticas que apontam cerca de 40% da população com  excesso de peso por ingerir muito mais energia do que gasta.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  pessoa que passa andando na rua de bicicleta é alguém que está fazendo  bem ao mundo e a si mesma. Com esforço próprio combate a poluição e o  aquecimento global na prática, sem discursos panfletários, sem levantar  bandeiras, sem querer impor nada a ninguém, ela está contribuindo para  melhorar o ar que todos respiram hoje e o clima do planeta para as  futuras gerações.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Diante  desse entendimento percebe-se o quanto é inconcebível que um outro ser  humano, num automóvel, simplesmente atropele um ciclista. Recentemente  acompanhei de perto um caso em que um caminhão ao ultrapassar uma  bicicleta encostou com a roda da frente no guidão, derrubando a  ciclista – uma jovem de 23 anos &#8211; e passou por cima dela com a roda de  trás, resultando em morte instantânea. É um absurdo!</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Mas,  atenção motoristas! isso não é uma declaração de guerra. Pelo  contrário: é de paz! Porque a idéia é que todo mundo possa deixar seu  carro em casa quando sentir vontade e possa andar de bicicleta sem  colocar sua vida em risco. Também acredito, como ciclista, que nenhum  motorista quer nos atropelar. Então o que há de errado? Por que isso,  infelizmente, acontece diariamente?</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  resposta exige que paremos para pensar um pouco. A quem interessa uma  política e uma cultura que prioriza as vias de transporte para veículos  automotores? Qual será a influência da indústria automobilística nas  decisões dos governos e conseqüente direcionamento de recursos para  infra-estrutura que atende a nossa necessidade de transporte? E no  inconsciente coletivo das pessoas? Já parou para pensar que, desde que  você começou a assistir televisão na sua vida, você vê quase todos os  dias uma propaganda de carro? Que a idéia de que “quanto mais for feito  pelo automóvel, melhor” é um consenso forçado pela mídia e pelas  instituições financeiras, alegando que a economia do país irá parar se  a indústria automobilística diminuir sua sempre crescente demanda de  consumo?</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Com  propostas simples e baratas pode-se aumentar consideravelmente as  condições de segurança do ciclista e se promover o incentivo ao uso da  bicicleta, como a construção e reforma de acostamentos, instalação de  placas de sinalização, criação de ciclofaixas e ciclovias, construção  de bicicletários em terminais de ônibus, trem e metrô, campanha  publicitária de conscientização de motoristas de ônibus e caminhões,  etc.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Pesquisas  indicam que oitenta por cento dos percursos feitos no transporte de  pessoas por veículos automotores dentro das grandes cidades são, em  média, de menos de sete quilômetros. Um ciclista amador, sem muito  preparo físico, percorre essa distância no máximo em meia hora. Ou  seja, a imensa maioria das pessoas pode prover seu transporte diário  utilizando somente a bicicleta, gastando de uma hora à uma hora e meia  de seu tempo por dia. Centenas de pessoas já gastam essa energia em  academias de ginástica, andando em esteiras ou pedalando em bicicletas  ergométricas! Milhares de pessoas já perdem esse tempo presas em seus  automóveis enfrentando engarrafamentos.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Será  que existe algum temor dos governos ou das indústrias automobilísticas  em se implantar uma eficaz política de utilização da bicicleta como  meio de transporte cotidiano? Será que é por isso que não se  sensibilizam com os acidentes, que não se cria uma jurisprudência de  punição aos casos de atropelamento, que, apesar de sempre reafirmarem o  discurso de favorecimento às massas menos privilegiadas, os políticos  não efetuam obras mínimas que iriam beneficiar principalmente os que  tem poucos recursos e querem se transportar da maneira mais econômica  que existe, sem depender de ninguém? Será que só quem tem carro pode  ter a sensação de valorização que sente quem sai da porta de sua casa e  chega na porta de seu destino utilizando meio de transporte próprio?  Será que a bicicleta não seria uma ótima opção para os pais irem buscar  seus filhos na escola, melhorando o trânsito na frente das escolas e  aproximando pais e filhos pelo prazer de andar de bicicleta? E para ir  de casa para o trabalho, para escola ou para fazer compras?</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  bicicleta não atrapalha o automóvel na ocupação de espaço nas ruas e  avenidas. Pelo contrário. Lembrando que de uma forma ou de outra todos  tem que se transportar, conclui-se que cada motorista que deixa seu  carro em casa e sai de bicicleta abre espaço nas ruas, tanto quanto é a  diferença entre o espaço que ocupa um automóvel e uma bicicleta. Se  centenas, milhares de pessoas fizerem essa opção, o espaço aberto será  enorme, muito maior do que aquele que se consegue gastando fortunas do  dinheiro público com ampliações de avenidas e construção de elevados.  Considerando-se as pessoas que não tem automóvel e decidem trocar a  humilhação a que o transporte coletivo as submete pela dignidade de se  auto-transportar de bicicleta, seria razoável afirmar (supondo a média  diária de passageiros por viagem e o fato de muitas pessoas utilizarem  duas conduções para chegar a seus destinos) que a cada trinta pessoas  que fizerem essa opção se tornará desnecessária a circulação de um  ônibus. Podemos considerar ainda, o enorme ganho de espaço gasto nas  ruas com o estacionamento dos automóveis que ficariam em suas garagens.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Assim  como acontece com o espaço na malha viária, a bicicleta não concorre  com o automóvel na ocupação de espaço no mercado consumidor,  prejudicando a economia. Pelo contrário. O incentivo ao uso da  bicicleta abre um novo e promissor mercado de trabalho, na indústria,  no comércio e nas microempresas caseiras abertas como oficinas de  manutenção. O automóvel é uma invenção humana maravilhosa que sempre  vai ter seu lugar e sua necessidade. Se você tem condições de comprar e  manter um automóvel, ótimo! Mas, que tal poder sair de casa de  bicicleta um dia ou outro? Ou saber que seu filho pode andar de  bicicleta pelas ruas sem correr perigo de vida? Que tal economizar um  pouco dos gastos mensais com combustível, fazer bem à própria saúde e  preservar seu automóvel? Está com preguiça de andar de bicicleta hoje?  Ótimo, vá de automóvel! E se houverem vários ciclistas nas ruas, o  trânsito estará, sem dúvida, melhor para você trafegar com seu veículo.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">E  mesmo que não seja o caso de economizar. Vamos supor que você seja uma  das pouquíssimas pessoas que tem recursos para comprar e manter um,  dois, três automóveis. Ótimo! Parabéns para você. Isso sem dúvida é  resultado de esforço seu ou das pessoas próximas a você. Mas, as  condições financeiras que permitem essa posse também permitem um maior  desenvolvimento da capacidade de reflexão e visão do mundo e dos  motivos que o levam a estar como está. Permite perceber, por exemplo,  que a Guerra do Iraque está totalmente associada ao petróleo. Que o  poder que o petróleo tem é dado por nós quando o consumimos e quanto  mais o consumimos mais poder ele tem. Que o petróleo é um recurso  natural finito, demorou milhares de anos para maturar-se no subsolo e  estamos consumindo-o desenfreadamente, pouco nos importando com as  próximas gerações, nem em termos da sua sobrevivência energética, nem  em termos das condições ecológicas que preparamos para elas. Que  estamos, com isso, imitando e obedecendo diretrizes de consumo, não só  de petróleo como de tudo mais, impostas pela mesma linha ideológica que  não assina o Protocolo de Kyoto para não diminuir a marcha sempre  crescente da sua economia. Acho difícil para uma pessoa esclarecida não  perceber que, no fim das contas, quem está sendo consumido  compulsivamente é o próprio Planeta Terra. Respeitar o ciclista que  anda nas ruas significa associar-se a ele na luta contra tudo isso.  Nesta revolução não é necessário que todos andem de bicicleta, mas é  necessário que todos contribuam para melhorar as condições de segurança  de quem quer andar de bicicleta.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Há  pessoas que andam de bicicleta por falta de opção financeira e há  pessoas que andam de bicicleta por absoluta opção ideológica! A questão  é de mudança cultural, revolução de costumes. Não é mais tempo de  pegar-se em armas para fazer revolução. Ninguém quer ver a si, aos  amigos ou parentes, preso, morto, sumido ou torturado. O que fazer,  então, se a necessidade de fazer alguma coisa contra esse estado de  coisas nasce clara na alma das pessoas, principalmente dos jovens, que  não tendo como dar vazão a essa ânsia, transformam-se em rebeldes,  direcionando sua revolta para o vandalismo e o banditismo? A bicicleta  é uma revolução social, econômica, política e ideológica possível aqui  e agora!</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Quando  vejo nas grandes avenidas das grandes metrópoles, centenas de  automóveis indo na mesma direção, a grande maioria com apenas um ser  humano dentro, com sua atenção tomada pela responsabilidade de dirigir,  caminhando lado a lado com outros seres humanos hermeticamente isolados  uns dos outros dentro de suas “caixinhas” móveis sem se comunicar,  penso no quanto isso poderia ser diferente. Existem tantas outras  possibilidades mais interessantes, mais socializantes, mais prazerosas,  mais econômicas e menos poluidoras para atender a necessidade humana de  transporte. Se tivéssemos dado prioridade a um sistema de transporte  coletivo bom, confortável e de preço razoável, poderíamos ter  direcionado os recursos gastos na construção e manutenção da imensa  malha asfáltica para a construção de uma imensa malha ferroviária e  metroviária. Mas, infelizmente, estamos no mundo do “se”, quando  falamos de transporte coletivo decente. Temos, então, que usar de  criatividade para acharmos uma opção de transporte mais prazerosa,  socializante, econômica e menos poluente com as condições que temos!  Temos o que temos e não adianta apontar o dedo sempre para o “sistema”.  A bicicleta é uma possibilidade real de começarmos a agir já! Já existe  legislação, já existem ruas, avenidas e estradas, já existem bicicletas  e já existe a necessidade urgente de fazermos alguma coisa para  melhorar as condições de vida humana neste planeta para nós e para as  futuras gerações.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  bicicleta é um invento da mesma geração que inventou o automóvel. Ambos  veículos desenvolveram suas tecnologias ao longo do séc. XX. A  principal diferença entre eles é a questão energética, no que diz  respeito ao rendimento dessas máquinas e na sua fonte de energia.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Cerca de 85% da energia consumida por um automóvel é gasta para transportar a ele mesmo.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Durante  milhões de anos de evolução o ser humano foi desenvolvendo e  aprimorando a capacidade de se equilibrar e deslocar sobre dois apoios,  até se tornar o animal de melhor rendimento em toda natureza no que diz  respeito ao gasto de energia para deslocamento sobre a superfície  terrestre. Foi andando que o ser humano se espalhou pelos quatro cantos  do mundo. É óbvio que não somos os que atingem maior velocidade, mas  somos os animais que menos gastam energia – andando gastamos somente  0,75 calorias por grama de peso por quilômetro percorrido, num tempo  médio de dez minutos. A bicicleta é uma invenção que utiliza esse  movimento humano típico e super-especializado de empurrar o chão para  baixo e para trás a que chamamos “andar”, para gerar energia em um  veículo de transporte. Andando de bicicleta o ser humano se torna o  animal de maior rendimento e desempenho, atingindo índices  inimagináveis para qualquer outra máquina ou estrutura biológica –  gastamos somente 0,15 calorias por grama de peso por quilômetro  percorrido, o que fazemos num tempo médio de 3 minutos. Um casamento  perfeito entre biologia e tecnologia.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Na  bicicleta dependemos de energia própria, não há, portanto, concorrência  entre as pessoas que buscam transportar-se, pelo contrário, ao nos  unirmos com outros seres humanos ganhamos incentivo para ir mais longe.</p>
<p><span lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">O  automóvel depende de energia externa, limitada e não-renovável, o que  gera concorrência entre os que dela dependem. O automóvel é um dos  melhores símbolos físicos da ideologia capitalista. Os </span><span lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT"><em>slogans </em></span><span lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">de  suas propagandas trabalham sempre com termos como mais potente, mais  veloz, maior em sua categoria, mais econômico, mais bonito, mais  robusto, mais confortável, etc., etc., etc.</span></p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  modernidade diminuiu o tempo de comunicação e de transporte. Criou-se  uma falsa ilusão de que esse movimento tem que ser sempre crescente  para ser melhor. Estamos nos entupindo com veículos velozes que não tem  espaço para andar. Chegamos a um ponto em que um veículo menor em  tamanho e velocidade, como a bicicleta, tem melhores condições de se  locomover e gasta menos tempo.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Poucos  sabem ou se lembram que o código brasileiro de trânsito, assim como a  maioria das legislações sobre o trânsito no mundo todo, determina que o  automóvel dê preferência à bicicleta nas ruas e avenidas. Ou que a  distância mínima, prevista pela lei, para ultrapassar uma bicicleta é  de 1,5 metros e caso não haja condições de ultrapassagem respeitando  essa distância mínima, o automóvel deve aguardar, pois a bicicleta não  pára o trânsito, ela é o próprio trânsito naquele momento. Na grande  maioria das ruas a bicicleta trafega em velocidade acima da mínima  legalmente permitida para os próprios automóveis (que é exatamente a  metade da máxima apontada nas placas). Quero dizer com isso que as  condições legais para utilização da bicicleta já estão garantidas.  Trata-se mais de começarmos a respeitá-las, de criarmos uma cultura  onde a bicicleta tenha seu espaço assegurado, do que ficar lutando  contra governos ou esperando soluções dadas por alguém externo a nós.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Agora,  que não se iludam os que querem começar a utilizar a bicicleta para  transportar-se: vão entrar numa guerra! Uma guerra que já está sendo  travada nas ruas e que deixa centenas de mortos e feridos todos os  dias. Não uma guerra contra os motoristas e os automóveis (repito), mas  uma guerra contra uma ideologia. Andar de bicicleta é lutar contra um  sistema que associa respeito a posse e exibição. Lutar através de  atitude própria, pela ação direta, cotidiana, pelo ato de pedalar em  si, pela força da humildade num mundo de ostentação.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Como  em toda guerra, a sobrevivência depende das estratégias que elaboramos.  O ciclista deve se equipar com tudo que possa diminuir a possibilidade  de acidentes e que esteja ao seu alcance providenciar: espelho  retrovisor, reflexivos e iluminação pisca-pisca para noite, capacete,  buzina, etc. Não adianta bater de frente com os automóveis, mas deve-se  ocupar o espaço que é do ciclista, porque ele existe e é um direito seu  ocupá-lo. O ciclista também paga os impostos que construíram e que  fazem a manutenção da malha asfáltica.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">O  ritmo frenético do trânsito nas grandes cidades é mais uma mania do que  uma necessidade. Uma mania que acaba custando muito mais, não só em  acidentes como no próprio estresse que gera, do que o pouco tempo que  se economiza com isso. O aumento da circulação de bicicletas nas ruas  pode baixar um pouco esse ritmo alucinante que está a serviço de quem  associa tempo a dinheiro e não à vida. Cabe a bicicleta trazer mais  humanidade ao trânsito, andar numa velocidade em que se possa ver as  pessoas e as coisas do mundo, sem tratá-las como externas a nós.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  luta do ciclista é contra a ideologia que dá prioridade máxima ao  automóvel &#8211; a locomotiva histórica do sistema capitalista. Mas, apesar  de estarmos lutando contra um sistema econômico-social, são as pessoas,  influenciadas pela educação e adaptação ao modo de pensar desse sistema  que tomam as atitudes cotidianas que enfrentamos no trânsito. De certa  forma, não existe esse tal “sistema”. Ou seja, ele existe através das  atitudes das pessoas. A ideologia do sistema, o conjunto de idéias  compartilhadas, é imposto pela educação e depois é mantido como verdade  aceita através de muita propaganda. Mas… como tratam-se de atitudes  pessoais, de individualidades representando o sistema, de seres humanos  repetindo padrões de conduta, esse sistema pode ser modificado também  por atitudes, pelo exemplo contrário ao estabelecido.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Os  ciclistas que enfrentam hoje o trânsito das cidades são pioneiros  abrindo o espaço para o futuro. Foi-se o tempo em que a rebeldia  revolucionária era representada pela moto. Ciclismo é sinônimo de saúde  e juventude, indiferentemente da idade. A melhor estratégia para essa  luta é conseguir mostrar o quanto é bom andar de bicicleta. Criar uma  irmandade entre todas as pessoas que andam de bicicleta. Ciclistas  devem se cumprimentar quando se cruzam nas ruas, deixar extravazar o  prazer que estão sentindo invadidos por endorfinas criadas pelo esforço  físico e pelo andar numa velocidade em que se pode admirar a paisagem e  as pessoas. A revolução ciclista é lúdica! A bicicleta é um brinquedo  de criança que se transforma em prazer e opção de transporte para o  adulto.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Existem  muitos motoristas e muitos momentos propícios ao descuido com a  bicicleta no trânsito, à sua não consideração. E basta um momento  desses para levar a vida do ciclista embora. Sendo assim, o cuidado do  ciclista consigo mesmo, deverá ser maior do que o normal. Porque é  normal um automóvel entrar à direita e fechar a passagem da bicicleta;  é normal um motorista se irritar por não conseguir ultrapassar  rapidamente um ciclista; é normal que numa pista simples de mão dupla  uma motocicleta ultrapasse perigosamente um automóvel e não considere o  fato desse automóvel estar ultrapassando uma bicicleta e é normal que o  motorista dê espaço à motocicleta e feche a passagem da bicicleta; é  normal muitos motoristas em muitos momentos cotidianos, estarem  distraídos no trânsito e nem enxergarem a bicicleta.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">O  desejo de maior cuidado do ciclista consigo mesmo se alimenta do  aumento de sua auto-estima ao estar pedalando. Ele deve se lembrar que  é um revolucionário revolucionando a cada volta das rodas de sua  bicicleta sobre o chão, os costumes e as atitudes, no sentido de  construir um planeta melhor para as futuras gerações. Quem deve ter a  maior consciência ideológica, ter orgulho de si e certeza da força de  sua ação é, em primeiro lugar, o próprio ciclista.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Pelo  código de trânsito, o lugar do ciclista é na mesma mão dos automóveis,  à direita, procurando ceder espaço para ser facilmente ultrapassado. É  exatamente essa a estratégia de ocupação do terreno: pelas beiradas do  sistema estabelecido. Não importa a aparente desvalorização que esse  lugar possa parecer ter no universo de potência e velocidade promovido  pelas indústrias automobilísticas. Transportar-se movido por energia  própria abre a possibilidade de satisfação pessoal fora da ostentação  material e da competição. Também é lugar do ciclista o centro da pista  ao perceber-se em velocidade equivalente à do fluxo de trânsito. E,  finalmente, é lugar do ciclista ficar à esquerda dos automóveis ao  ultrapassá-los &#8211; cena cada vez mais comum em engarrafamentos, além de  ser o lugar certo de quem ultrapassa, evita ser pego por uma porta  aberta de repente por um passageiro que vá descer.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Os  automóveis devem dar preferência para o ciclista, não só porque isso  está previsto no código, mas pela compreensão de que o ciclista gasta  energia física e cada vez que se vê obrigado a parar, perde toda  energia que gastou para chegar até aquela velocidade em que estava  trafegando. As bicicletas devem ser ultrapassadas a uma distância  segura, não só porque isso está previsto no código, mas porque seu  movimento é oscilatório. Se o ciclista tentar andar em linha reta ele  cai. A oscilação é intrínseca ao equilíbrio em duas rodas, quanto menor  a velocidade maior a oscilação, exatamente como ocorre com o giro de um  peão. Respeitar a distância de ultrapassagem é fundamental quando se  entende que ao mais leve toque de um automóvel, o ciclista perde o  equilíbrio e as conseqüências podem ser fatais. O motorista deve ter  calma para ultrapassar um ciclista que trafega à sua frente porque o  ciclista não está parado, mas andando em velocidade menor. E sempre  haverá um veículo à frente trafegando em velocidades menores, sejam  caminhões, ônibus ou carros e se o motorista for ter um colapso nervoso  cada vez que alguma coisa diminui sua marcha ou que gasta um pouco de  tempo para ultrapassar de forma segura, ele vai acabar louco!</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Lugar  de bicicleta não é na calçada, como pensam equivocadamente algumas  pessoas. Calçada é para pedestres. Lugar de bicicleta é na rua! As ruas  e avenidas, cobertas de asfalto – subproduto de petróleo, são o palco  da revolução ciclista. As bicicletas podem e devem ocupar as ruas e  avenidas, quanto mais melhor. As bicicletas podem e devem ocupar as  estradas, quanto mais melhor. Existem milhares de jovens cheios de  energia, com muito desejo de viajar, conhecer lugares, mas sem  viabilidade financeira para tal. Retirados os custos de transporte e  estadia sobram basicamente os de alimentação diária que existem  estejamos onde for. Pensem na mistura desses ingredientes: bicicleta,  com bagageiro e alforjes (ou mochilas velhas amarradas), barraca, saco  de dormir, um kit de manutenção básica (que cobre 90% das encrencas que  podem ocorrer) com câmera de pneu, bomba, um pequeno jogo de  ferramentas, uma corrente e óleo lubrificante, um mês de férias e um  grupo de amigos! Uma viagem de bicicleta, onde percorremos cerca de 100  Km por dia, que permite montar um roteiro interessante em todas as  direções que se deseje ir, pode ser cumprido numa média diária de 5  horas pedalando por qualquer ciclista amador que ande de bicicleta nos  fins de semana ou já esteja pedalando pela cidade há algum tempo.  Manter uma velocidade média de 20 Km/h numa estrada asfaltada, não  requer grande esforço e é considerada bem baixa por quem viaja sempre  de bicicleta. O condicionamento físico vai crescendo, junto com o  prazer, na própria viagem. Na verdade numa viagem assim não se  priorizam as metas de distância, fica-se onde quiser, por quanto tempo  for. Andando de bicicleta, a velocidade permite admirar detalhes da  paisagem que são perdidos por quem viaja de carro. Viajar de bicicleta  é delicioso! E atenção comerciantes de pequenas cidades e de beira de  estrada de todo Brasil, viajar de bicicleta dá uma fome! E mais: deu  qualquer problema, deu preguiça, acabaram as férias e você está a  centenas de quilômetros de casa? – basta pegar um ônibus e colocar a  bicicleta no bagageiro. Quando chegar em sua cidade, já tem condução  própria da rodoviária até sua casa.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">É  importante destacar que a maioria das pessoas acha que o problema de  segurança da bicicleta se resolve com a construção de ciclovias.  Acontece, porém, que apesar de serem muito bem vindas (principalmente  para servir de espaço seguro para os novos ciclistas adquirirem preparo  físico, o que ajuda muito no enfrentamento do trânsito nas ruas) por  serem oásis de tranqüilidade, não são somente ciclovias que queremos!  Porque toda ciclovia sempre acaba numa rua e, se não houver uma cultura  de convivência pacífica entre bicicletas e veículos automotores, vai  ser ali, na rua, que o acidente vai acontecer. Não são somente  ciclovias que queremos porque não podemos e não precisamos esperar a  boa vontade de governos que estão submissos à força econômica da  indústria automobilística para iniciarmos nossa revolução cotidiana.  Não precisamos!</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Cerca  de 20% da população tem a possibilidade de comprar e manter automóveis,  mas 100% da população é afetada pelo direcionamento da arquitetura  urbana para priorização do trânsito de automóveis e todos pagam os  impostos que constroem as vias por onde eles transitam. A bicicleta é  uma forma de democratizar a malha asfáltica, diminuir essa diferença.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  experiência européia, onde se encontram os países que tem o maior  número de ciclovias do mundo, nos mostra que a construção de ciclovias  não diminuiu muito o número de acidentes entre automóveis e ciclistas  que acontecem nas ruas.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A  experiência da China, onde se encontra o maior número de bicicletas  andando nas ruas e onde o índice proporcional de acidentes entre  automóveis e bicicletas é o menor do mundo, nos prova que não só a  convivência harmoniosa nas ruas é possível como faz muito bem para  economia de um país. Mostra também que num país onde muitos andam de  bicicleta o mercado de automóveis se mantém aquecido.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Da  China veio o conceito de “Massa Crítica”. Nasceu da observação de um  fenômeno que ocorre com o fluxo das bicicletas nos cruzamentos. Ao  chegar a um cruzamento, caso o fluxo esteja aberto para via que se  deseja entrar, a bicicleta que chega, pára e espera. Outras bicicletas  vão chegando e parando, formando uma massa de espera. Quando essa massa  atinge um ponto crítico, ou seja, quando o volume de bicicletas paradas  supera as que estão em trânsito, a “massa crítica” formada invade a via  principal e estabelece uma nova ordem de fluxo. Quando a massa formada  pelas bicicletas que vinham no outro sentido e passaram a esperar,  chega também ao seu ponto crítico, inverte novamente a ordem de fluxo.  E assim por diante. Esse fenômeno é auto-gerido, acontece naturalmente.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">Transcendendo  o conceito, o termo “Massa Crítica” ou “Critical Mass” dá, hoje, nome  ao movimento mundial que busca unir a força de todos os ciclistas na  formação de uma grande massa crítica (acrescendo ao significado:  pessoas com opinião crítica sobre a situação gerada pelo consumo  alucinante de petróleo) que está invadindo naturalmente as ruas do  mundo inteiro.</p>
<p lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">O  movimento de formação da Massa Crítica é, até que enfim, a esperança de  um mundo melhor construído com ações diretas. O resgate do orgulho  pessoal de estar fazendo algo concreto contra o sistema capitalista,  mas sem gerar violência. Enfim, uma possibilidade real de revolução  social se concretizando a cada revolução da roda de uma bicicleta. A  opção possível de transformar a revolta contra o aquecimento global e a  devastação consumista do nosso planeta em atitude, saúde e prazer.</p>
<p><span lang="pt-PT" xml:lang="pt-PT">A bicicleta é, sem dúvida, o veículo do séc. XXI. Nós só estamos no começo dessa história.</span></p>
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