Noite, temperatura na casa dos 10 graus, na zona industrial de uma cidade nova, cercados de centenas de ciclistas nus… chega a meia-noite, tomamos coragem e ficamos só de sapato e vento no rosto. Ciclonudismo!
Chegamos em Portland para participar da conferência Towards Carfree Cities. Mas fizemos questão de estar aqui um dia antes, pois ia acontecer a World Naked Bike Ride. Esse manifesto-passeio, como sugere o nome, acontece em diversos lugares do mundo, este ano até mesmo São Paulo teve sua versão.
Mas por que pedalar pelado? O que se quer mostrar com o WNBR é que no tráfegotemos duas situações bem distintas: enquanto os que optam pelo automóvel contam com cada vez mais aparatos de segurança (cintos, freios ABS, air-bags e etc.), nós ciclistas continuamos a ter apenas nosso corpo como escudo – ficar pelado é demonstrar isso á flor da pele!

Para nós, foi foi muito divertido, recém-chegados à cidade, participar do passeio. Como estava muito frio, a primeira idéia foi de apenas observar – ficar pelado e congelar, nem a pau ;) Cheios de roupas, à medida que a meia-noite foi chegando e mais pessoas estavam nuas resolvemos entrar na onda e partimos com a massa de corpos branquelos.
O passeio, com frio de quebrar osso feito pailitinho, passou pelo centro da cidade, e atraídos pela quantidade de gente e/ou pela (falta de) vestimenta, muita gente saiu às ruas para nos apoiar e observar. Diferentemente das notícias que recebemos de São Paulo, a polícia nem mesmo apareceu. Fizemos um circuito de uma hora, passando duas vezes por Downtown, e as pessoas esticavam a mão para nos cumprimentar (ou será para outra coisa ? :)
Tomara que durante os outros dias do ano essas cenas fiquem como um lembrete de nossa fragilidade frente aos automóveis, e que a repressão das autoridades no Brasil dê lugar ao apoio à opção de uso das bicicletas.
Veja o álbum completo de fotos:
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| World Naked Bike Ride Portland 2008 |
Tags: ciclonudismo, portland, WNBR, world naked bike ride


É isso aí meu povo! peladismo como estratégia de impacto…cuidado para não congelarem os “pintos”.